Existe um versículo que atravessou dois mil anos de história sendo brandido como arma. Não por inimigos da fé — mas por quem se dizia portador dela.
Em julho de 1933, no Kaiser Wilhelm Memorial Church — a mais importante de Berlim —, o pastor Joachim Hossenfelder pregou diante das fileiras do Partido Nazista, com bandeiras da Suástica cobrindo as paredes. O texto era Romanos 13. A mensagem: cristãos têm o dever de obedecer ao governo que Deus instalou. E o governo instalado era Adolf Hitler.
Nas décadas seguintes, o mesmo versículo foi citado por donos de escravos nos Estados Unidos para proibir a fuga de pessoas escravizadas. Pela Igreja Reformada Holandesa para santificar o apartheid na África do Sul. Por pastores na América Latina para silenciar cristãos que denunciavam torturas de regimes militares. Em 2018, pelo Procurador-Geral dos EUA Jeff Sessions para justificar a separação de famílias migrantes na fronteira — crianças arrancadas dos pais e colocadas em galpões.
Todas essas atrocidades foram perpetradas, ou toleradas, com sete palavras gregas na boca.
O texto é Romanos 13.1: "Toda alma seja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus." (ARC)
A pergunta não é se Paulo escreveu isso. Ele escreveu.
A pergunta é: o que ele quis dizer — e o que ele definitivamente não quis dizer.
Porque há uma diferença abissal entre as duas coisas. E essa diferença tem custado vidas.
O Texto Original: Quatro Palavras que a Tradução Enterrou
O texto grego de Romanos 13.1 (Westcott-Hort / NA27 — versões idênticas aqui):
Πᾶσα ψυχὴ ἐξουσίαις ὑπερεχούσαις ὑποτασσέσθω Pâsa psychê exousíais hyperechoúsais hypotassésthō
Tradução palavra por palavra:
"Toda — alma — às autoridades — que estão acima — que se submeta."
Quatro termos concentram toda a disputa. E em cada um deles, a tradução convencional enterrou algo crucial.
1. Psychê (ψυχή) — Paulo não escreveu "cidadão"
A primeira palavra já é reveladora: pâsa psychê — toda alma.
Paulo não escreve polítēs (cidadão), nem doûlos (servo), nem ánthropos (pessoa genérica). Escreve psychê — a palavra do hebraísmo nefesh, que no Antigo Testamento designa o ser humano em sua totalidade existencial: corpo, espírito, vida. A mesma expressão aparece em Atos 2.43 e em várias passagens veterotestamentárias.
Paulo não está escrevendo um código civil. Não está legislando sobre cidadania. Está fazendo teologia — dirigindo-se a cada pessoa inteira, no plano de sua existência diante de Deus.
2. Exousía (ἐξουσία) — A palavra cuja primeira definição ninguém cita
Aqui mora o coração do problema.
Exousía (Strong's G1849) é traduzida como "potestade", "autoridade", "governo". Mas o campo semântico dessa palavra em grego clássico — Platão, Aristóteles, Xenofonte — tem como sentido primário algo bem diferente.
William Vine, em seu Expository Dictionary of New Testament Words, é explícito: exousía evoluiu "do significado de 'licença ou permissão', ou liberdade de agir como bem quiser, passou ao de 'a habilidade ou força com que alguém é dotado', depois ao do 'poder de autoridade', o direito de exercer poder."
A sequência é importante: liberdade de agir → capacidade delegada → autoridade de governar. A tradição interpretativa pegou o último significado da cadeia e descartou o primeiro — que é exatamente o que define o caráter da exousía em Romanos 13. Paulo está dizendo que toda autoridade existe como algo delegado, não autopossessório, não absoluto, não autossuficiente.
Isso é reforçado por uma observação que nenhuma pregação dominical sobre Romanos 13 costuma fazer: a mesma palavra exousía é usada em Efésios 6.12 para descrever potências demoníacas — "contra os principados, contra as potestades [exousíais]." A exousía é uma categoria neutra — pode se referir a autoridade legítima ou ilegítima, humana ou espiritual. O que a qualifica é o contexto e o exercício.
A autoridade que não cumpre o que Paulo descreve nos versículos 3-4 — punir o mal, recompensar o bem — deixou de ser o que o texto chama de exousía no sentido teologicamente carregado do argumento paulino.
3. Hypotássō (ὑποτάσσω) — O verbo que não significa "obedeça"
Esta é a palavra mais importante — e a mais mal traduzida.
Hypotássō (Strong's G5293) é um termo militar composto: hypo (sob) + tássō (arranjar em formação). No léxico de Gerhard Delling no Theological Dictionary of the New Testament (TDNT, vol. VIII): "a subordinação que hypotássō implica pode ser voluntária ou compulsória." E o especialista é claro: o contexto de Romanos 13 aponta para o voluntário.
Paulo não usa aqui hypakouō (ὑπακούω) — que significa seguir ordens, obedecer um comando. Ele usa hypotássō — que implica reconhecer uma estrutura e posicionar-se conscientemente dentro dela.
A diferença é enorme. Você pode submeter-se a uma estrutura — reconhecê-la, agir dentro dela com consciência — e ainda assim recusar-se a cumprir uma ordem injusta dentro dessa estrutura. Pedro e João fizeram exatamente isso diante do Sinédrio (At 4.19; 5.29). Paulo mesmo o fez múltiplas vezes.
A tradição transformou hypotássō em "obedeça cegamente". O grego não permite isso.
4. Hypereichoúsais (ὑπερεχούσαις) — Uma descrição, não uma consagração
O adjetivo participial que qualifica as autoridades — hypereichoúsais, "as que estão em posição superior" — não diz que essas autoridades são santas, justas, boas ou ungidas. É simplesmente uma descrição factual da hierarquia social existente.
Paulo não está dizendo que Nero é justo. Está dizendo que Nero existe, que ocupa uma posição hierarquicamente superior, e que isso tem implicações para como o crente age — não para o quanto o crente deve obedecer cegamente a tudo que Nero decretar.
O Contexto Histórico que a Tradição Preferiu Ignorar
Romanos foi escrita por volta de 57 d.C., ditada por Paulo a Tércio (Rm 16.22) enquanto estava em Corinto, e enviada a Roma pela diaconisa Febe de Cencreia (Rm 16.1).
Para entender o que Paulo escreveu, é indispensável entender para quem e em que momento.
Em 49 d.C., o imperador Cláudio expulsou os judeus de Roma. O historiador Suetônio registra que a expulsão ocorreu porque "os judeus constantemente faziam distúrbios por instigação de Cresto" — quase certamente uma referência a Cristo, e às tensões entre judeus e cristãos-judeus nas sinagogas romanas. Áquila e Priscila — líderes da comunidade cristã — foram parte desse êxodo forçado, conforme Atos 18.2.
Quando Cláudio morreu em 54 d.C. e Nero ascendeu ao poder, os judeus foram gradualmente autorizados a retornar. Paulo escreve em 57 d.C. — apenas três anos após o início dos retornos. A comunidade em Roma era então profundamente mista e tensa: cristãos-judeus recém-chegados de um exílio de cinco anos, tentando reintegrar comunidades que durante esses cinco anos haviam sido lideradas exclusivamente por gentios.
E havia uma pressão específica preocupando Paulo: o impulso zelota. Muitos cristãos-judeus retornados carregavam a mentalidade da resistência armada ao Império — para eles, reconhecer qualquer autoridade que não fosse Deus era próximo da apostasia. Pagar tributo a César era cooperar com o opressor. A tensão em torno dos impostos indiretos era tão aguda que, no ano seguinte (58 d.C.), Nero chegou a considerar eliminá-los diante da pressão popular.
Paulo não está escrevendo teologia política sistemática. Está dando conselho pastoral estratégico a uma comunidade em situação de vulnerabilidade extrema: não se tornem o alvo do Império. Não deem ao sistema uma desculpa para vos destruir antes que o evangelho chegue a toda a cidade.
O teólogo Daniel Harrington (Sacra Pagina) é direto: Romanos 13.1-7 não é uma doutrina de Igreja e Estado. É um aconselhamento situacional específico — uma peça de pragmatismo pastoral dirigida a uma crise concreta.
O Crime Hermenêutico: O Capítulo que Foi Partido ao Meio
Aqui está o maior equívoco interpretativo da história de Romanos 13: arrancar os versículos 1-7 do contexto imediato que os envolve.
No grego original, não existem capítulos. A divisão em capítulos foi criada por Stephen Langton no século XIII. Ela criou uma ilusão óptica devastadora: a de que Romanos 13.1 começa um novo argumento. Não começa. É a continuação direta de Romanos 12.
Leia o que Paulo escreve imediatamente antes — sem pausa, sem separação no original:
"Não te vingues, amados, mas dai lugar à ira de Deus... Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." (Rm 12.19-21)
O argumento flui sem interrupção: não se vinguem pessoalmente → reconheçam voluntariamente as estruturas de autoridade existentes → e agora, em 13.8, a conclusão que fecha o argumento inteiro:
"A ninguém deveis coisa alguma, senão o amor mútuo... O amor não pratica o mal contra o próximo." (Rm 13.8-10)
O capítulo começa com estrutura política e termina com amor. Porque é o mesmo argumento. A submissão voluntária às estruturas e o amor ao próximo nascem do mesmo lugar: um coração que não vive para si mesmo, que sabe que a vingança não é sua e que reconhece que agir com consciência dentro do mundo real é mais eficaz para o evangelho do que a insurgência armada.
Quem usa Romanos 13.1-7 sem Romanos 12.17-21 e 13.8-10 partiu o texto ao meio. E com o texto partido ao meio, construiu sistemas de cumplicidade com o mal.
O Argumento Condicional que a Tradição Apagou
Há um detalhe que o leitor atento percebe nos versículos 3 e 4 — e que a tradição costuma passar por cima:
"Porque os príncipes não são terror para as boas obras, mas para as más... Pois é ministro de Deus para o teu bem. Mas se fizeres o mal, teme, porque não traz debalde a espada." (Rm 13.3-4)
Paulo está descrevendo como a autoridade deveria funcionar, não simplesmente declarando que toda autoridade que existe cumpre isso automaticamente. O argumento tem forma condicional implícita: a autoridade merece submissão na medida em que cumpre seu papel de punir o mal e recompensar o bem.
Quando a autoridade inverte essa função — quando passa a punir o bem e proteger o mal — ela deixou de corresponder à descrição que Paulo fez dela. Como um participante do fórum da Calvin Christian Reformed Church bem observou: o versículo 3 diz que os governantes "não são terror para as boas obras, mas para as más" — o que é notoriamente uma descrição não adequada ao governo de Hitler. E é exatamente esse ponto que faz a leitura de Romanos 13 como cheque em branco ser, nas palavras do teólogo Ernst Käsemann — que viveu sob o nazismo e combateu essa distorção —, biblicamente incoerente.
Tomás de Aquino, no século XIII, chegou à mesma conclusão: a autoridade deriva de Deus condicionada à forma como é obtida e exercida. Autoridade obtida pela usurpação ou exercida contra a justiça perde sua legitimidade teológica.
Paulo Comentando a Própria Teologia: O Livro de Atos
Se quisermos saber o que Paulo realmente entendia por submissão ao governo, não precisamos especular. O livro de Atos é o comentário vivo de Romanos 13.
- Em Atos 16.35-37, Paulo recusou obedecer à ordem dos magistrados para sair discretamente da prisão e exigiu desculpas públicas, invocando sua cidadania romana como proteção legal
- Em Atos 22.25-29, Paulo resistiu ativamente a uma flagelação ilegal invocando direitos civis
- Em Atos 23, Paulo usou o sistema contra o sistema — apelando a César para frustrar uma conspiração religiosa
- Em múltiplas cidades — Filipos, Tessalônica, Éfeso — Paulo continuou pregando mesmo quando as autoridades locais ordenaram que parasse
E Pedro — que também escreveu sobre submissão ao governo em 1 Pedro 2.13-17 — declarou diante do Sinédrio, sem hesitar:
"É necessário obedecer a Deus antes que aos homens." (At 5.29)
A submissão que Paulo e Pedro praticavam não era de joelhos. Era estratégica, consciente, orientada pelo amor ao próximo e pela lealdade a Cristo acima de qualquer poder terreno.
A Anatomia do Abuso: Como se Faz um Versículo de Opressão
A distorção de Romanos 13 ao longo da história tem sempre a mesma estrutura. Cinco movimentos que se repetem:
1. Isola os versículos 1-7 do contexto de Romanos 12 e 13.8-10
2. Traduz hypotássō como "obedeça" em vez de "submeta-se voluntariamente"
3. Ignora a condicionalidade implícita do argumento de Paulo (versículos 3-4)
4. Desconsidera o restante do cânon — as parteiras egípcias que desobedeceram ao Faraó (Ex 1), Daniel que desobedeceu a Nabucodonosor (Dn 3 e 6), Pedro que desobedeceu ao Sinédrio, o próprio Paulo que desobedeceu repetidamente
5. Aplica um texto escrito para uma situação pastoral específica (cristãos zelotizantes em Roma, 57 d.C.) como lei universal e atemporal válida para qualquer governo em qualquer época
O resultado é uma teologia que, nas palavras de Ernst Käsemann, "confunde a soberania de Deus com a legitimidade de todo poder humano" — e que na prática transforma a voz de Deus em instrumento de silenciamento.
Bonhoeffer entendeu isso da forma mais cara possível. Executado em um campo de concentração em abril de 1945, ele havia escrito anos antes que o dever do crente diante de um motorista bêbado que atropela pedestres não é apenas consolar as vítimas — é tomar o volante do motorista bêbado. Romanos 13, para ele, nunca foi justificativa para a omissão diante do mal organizado.
O que o Texto Realmente Diz — Tradução Honesta com Contexto
Romanos 13.1-7, lido integralmente com seu contexto histórico, seu vocabulário grego e sua posição no argumento de Paulo:
"Toda pessoa — enquanto ser humano integral diante de Deus, não apenas como entidade jurídica — deve voluntariamente reconhecer e posicionar-se dentro das estruturas de autoridade que existem acima dela. Essas estruturas existem dentro da soberania de Deus — não porque Deus aprova tudo que fazem, mas porque Deus é soberano sobre toda a história, inclusive a história política, inclusive a história de impérios que serão julgados. Quem age dentro dessas estruturas com consciência, fazendo o bem, não tem o que temer delas — porque uma autoridade que funciona como Paulo descreve nos versículos 3-4 protege quem faz o bem. Pague o que deve — impostos, respeito, reconhecimento — a quem é devido. Mas lembre-se: sua lealdade última não é ao Império. É ao Reino."
E o versículo 13.8, que fecha o argumento: a única dívida que não se paga de uma vez é o amor.
O que Jesus Disse Quando Tentaram a Mesma Armadilha
Quando fariseus e herodianos tentaram armar a mesma armadilha política para Jesus — "É lícito dar tributo a César, ou não?" — a resposta foi cirúrgica:
"Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus." (Mt 22.21)
Isso não é uma teologia da obediência ao Estado. É uma teologia da soberania de Deus que relativiza toda soberania humana. Se tudo pertence a Deus — e tudo pertence — então César só tem o que Deus permitiu que ele tivesse. Temporariamente. Condicionalmente. Com prazo de validade.
Jesus foi crucificado por Roma. Não porque resistiu com armas — mas porque a pregação do Reino de Deus era uma alternativa ao Império. Uma alternativa. Não revolução armada, mas também não capitulação.
Essa é a postura que Paulo herdou. Não zelotismo. Não cumplicidade. Uma terceira via — mais difícil, mais subversiva, mais fiel ao evangelho.
Conclusão: Para Quem Ainda Está Lendo
Romanos 13 não é uma licença para o silêncio diante da injustiça.
É um convite para que o crente aja com consciência e estratégia dentro do mundo real — sem a ilusão de que a violência ou a anarquia são caminhos do Reino, mas também sem a ilusão de que submissão ao Estado é equivalente à fidelidade a Deus.
Quando um governo pune o bem e recompensa o mal, ele deixou de ser aquilo que Paulo descreveu nos versículos 3 e 4. E toda a Bíblia — das parteiras egípcias a Daniel, de Pedro a Paulo, de Moisés diante do Faraó a João Batista diante de Herodes — aponta para a mesma direção:
Há um ponto onde a obediência a Deus e a obediência ao Estado divergem. E nesse ponto, não há ambiguidade sobre qual vence.
A voz que clama no deserto não pede licença ao faraó para clamar.
Referências e Fontes
Texto original:
- Westcott-Hort Greek New Testament (1881) — Rm 13.1
- Nestle-Aland 27ª edição (NA27) — idêntico ao W-H nesta perícope
- Textus Receptus (Stephens 1550) — variante em v.1: apo em vez de hypo (sem impacto no argumento)
Léxicos e concordâncias:
- STRONG, James. Strong's Exhaustive Concordance. [G1849 exousía; G5293 hypotássō; G5590 psychê; G5242 hyperéchō]
- VINE, W.E. Expository Dictionary of New Testament Words. Fleming H. Revell, 1940. [verbete "authority/exousía"]
- DELLING, Gerhard. Verbetes "hypotássō" e "tássō" in: KITTEL, G.; FRIEDRICH, G. (eds.). Theological Dictionary of the New Testament (TDNT). Vol. VIII. Grand Rapids: Eerdmans, 1972. pp. 27-48
- FOERSTER, Werner. Verbete "exousía" in: KITTEL, G. (ed.). TDNT. Vol. II. Grand Rapids: Eerdmans, 1964. pp. 562-574
- Blue Letter Bible — blueletterbible.org [análise morfológica MGNT de Rm 13.1]
Comentários acadêmicos:
- KÄSEMANN, Ernst. Commentary on Romans. Grand Rapids: Eerdmans, 1980.
- CRANFIELD, C.E.B. A Critical and Exegetical Commentary on the Epistle to the Romans. ICC, vol. II. Edinburgh: T&T Clark, 1979.
- MOO, Douglas J. The Letter to the Romans. NICNT, 2ª ed. Eerdmans, 2018.
- HARRINGTON, Daniel J. Sacra Pagina: Romans. Liturgical Press, 2008.
- WITHERINGTON III, Ben. Paul's Letter to the Romans: A Socio-Rhetorical Commentary. Eerdmans, 2004.
Contexto histórico:
- SUETONIUS. Divus Claudius 25.4 — expulsão dos judeus de Roma
- WALTERS, James C. Ethnic Issues in Paul's Letter to the Romans. Valley Forge: Trinity Press, 1993.
- STEELE, Joshua P. You're Reading Romans 13 Wrong! — joshuapsteele.com
- RUDD, James B. The Impact of the Edict of Claudius on the Book of Romans. (PDF acadêmico)
Usos e abusos históricos:
- WEBER, Thomas. "When Romans 13 Was Invoked to Justify Evil." CNN Opinion, jun. 2018.
- Wikipedia — Romans 13: Historical uses (American Revolution, escravidão, nazismo, apartheid, separação de imigrantes 2018)
- CREMER, Benjamin. "On the Misuse of Romans 13 to Silence Dissent." Substack, jul. 2025.
Textos bíblicos:
- Romanos 12.17–13.14 (ARC, NVI, ESV, NASB, NA27 grego)
- Atos 4.19; 5.29; 16.35-39; 22.25-29; 23
- Mateus 22.21 — "dai a César o que é de César"
- Êxodo 1.15-21 — parteiras que desobedeceram ao Faraó
- Daniel 3 e 6 — desobediência justa ao poder imperial
- 1 Pedro 2.13-17 — paralelo veterinário à posição paulina

